sexta-feira, 1 de maio de 2009

terça-feira, 28 de abril de 2009

Dores e recordações...

Eis que hoje fui à uma palestra no GOETHE sobre venda de direitos autorais à empresaas do exterior. Boa, informativa, prática e direta...

Nem parecia uma palestra, mais uma dica de coisas úteis para possibilitar intercâmbio internacional de idéias...

Super, super...


E enquanto eu não tenho pistas de quanto pararei de sentir saudades DELA ( e não, eu não sou gay), continuo a inventar beleza nas minimices da vida....
Como ela fazia...

E foi legal reencontrar um texto que escrevi nos primórdios da minha carreira (de jornaleira, não de editora)... hahaha

Meu Deus, quanta mudança de lá pra cá...


Para quem quiser se alguém quiser:


LEMBRANÇAS DE UM DIA FELIZ


Sim, nós somos iBest!


Texto publicado originalmente na Central da Musica

Por Gabriela Cuzzuol em 10/5/2003 - 13:18:30


O dia 6 de maio de 2003 marcou uma cena singularmente pitoresca. Globais, empresários, profissionais de imprensa de todo o país em um momento de badalação que, se não fosse tão importante e especial, poderia ser considerado mais uma de nossas muitas tentativas “terceiro mundanas” de nos equipararmos a Hollywood.
Seja pela beleza do povo ou pelo nervosismo que, em suas devidas proporções era o máximo que se podia sentir, a celebração do iBest 2003 teve, para um país em crise, ares de Oscar “sem nenhum aspecto Tupiniquim”. Sob o ponto de vista pessoal e mais do que isso, passional, a equipe do Central da Música não estava se sentindo diferente. Assim como os demais colegas, alguns parceiros e concorrentes, éramos mais uns na multidão, alegres por termos chegado tão longe e esperando, como quase todos, vencer.
Ah, sim, apenas participar já era uma vitória; perder, como já aconteceu, seria aprendizado muito positivo, mas, a verdadeira expectativa e desejo mais sincero era igual ao de todos os concorrentes, ou seja, a vitória.
Enquanto para alguns a estatuetinha do badalado prêmio iBest resulta em contratos publicitários avaliados em muitas cifras, para outros, inclui-se neste grupo nós, só a satisfação de termos sido colocados ali por vocês, público que sabe que não somos “tão especialistas assim”, nem tão “intelectuais assim”, nem diferentes de vocês (que só Deus sabe onde estão) e que, assim totalmente igualzinho a vocês amamos música e a valorizamos, com tanta intensidade que fez chegar até vocês e fazer com que se tornasse importante não só para a gente, mas para vocês, público e razão de todo o nosso trabalho.
Marília Gabriela falando de seu Gianne e entrevistas, Mesquita e Astrid Fontenelle falando sobre fofoca, Sabrina do Big Brother falando sobre… bem sobre nada muito relevante, Groisman falando sobre o que ele sempre fala e profissionais da Web com muitos e diferentes discursos de “15 segundos”, maioria dos quais emotivamente sem conteúdo. No iBest quase tudo é permitido, perdoado e possível! Afinal, sim, eles ( e nós- graças a vocês- somos iBest)!
Mas e a música (afinal, isso não é coluna social )?
A banda era a “quase famosa “ Funk como Le Gusta, que produz um som gostoso e interessante. Talvez pelo fato da premiação abordar muitas áreas a música acabou ficando em segundo plano no contexto do grande iBest show. O “Mestre de cerimônias” Luciano Huck chamava o grupo todo o tempo (o que fez parecer que eles tocaram em troca de publicidade), e o som era uma espécie de música ambiente. Nos intervalos rolava, juntamente com a champagne, sushi, coração na mão, expectativa e curiosidade que a imprensa disfarçava a todo o custo, som mecânico, porém com um certo nível de seleção. Quem foi à festa esperando dançar ou curtir uma boa música ao longo da noite, saiu frustrado.
A comemoração terminou ao fim da entrega de prêmios e quem quisesse dançar que procurasse entre as muitas opções paulistanas ( a mais próxima era a boite de eletrônica LOV.E, a cerca de 30 passos dali).
Arte, soberana arte
O Central (isso, nós mesmos) levou o primeiro lugar na categoria Regional Espírito Santo, estado onde se localiza nossa nada convencional redação. Entre páginas de jornais, revistas, empresas, ongs sérias e nem tão sérias assim, política, esoterismo, mulher pelada, jogo sabe Deus do que, fofoca sobre vizinhos e artistas globais e “otras muchas cositas mas”, o público escolheu a nós, veículo informativo a respeito de música. Dentre os mais de 300 concorrentes, muitos dos quais muito bem feitos e interessantes, nós e pessoal do Upa fomos lá representar o povo capixaba, e falando de música, ou seja de arte. O que é mais legal é que o Estado tem estado famoso por denúncias de corrupção, prisão de nosso ex-presidente da Assembléia Legislativa, crime organizado e coisas do gênero. Aí o pessoal vai lá e escolhe o assunto Arte, ou seja beleza e positividade.
A equipe da Central espera poder estar fazendo um trabalho que corresponda às expetativas, porque apesar das muitas falhas, somos motivados pela mesma visão que vocês, ou seja, acreditamos que a arte, em suas muitas formas, é uma das coisas mais positivas que o homem já foi capaz de fazer em todos os tempos.
É por isso continua sendo, ao longo dos anos, tão importante para pessoas tão diferentes e em contextos diferentes. É a arte (e a música, por ser tratar da mais popular manifestação) que contará às próximas gerações quem fomos e o que fazíamos, nós, meros mortais quando nem nossas cinzas estiverem mais aqui.
Agradecemos a vocês por nos darem a oportunidade de falarmos de arte com liberdade e muito prazer. Que possamos então continuarmos juntos e ouvindo muita música, sempre!

A você leitor, parte mais importante do nosso trabalho, nosso muito obrigado,

Equipe Central da Música 2003

sábado, 25 de abril de 2009

ADEUS LUANA, MENINA! BEM-VINDA LUANA, ESPÍRITO!

OI LÚ,



QUE DEUS TE ABENÇÕE,
GUARDE,
TENHA MISERICÓRIDA DE TI E TE DÊ A PAZ...











Sinto sua falta na beira da estrada pra ver o sol nascer



E CONTINUAR....

LUANA NICOLAI : 28/05/1980 - 25/04/2009

quinta-feira, 23 de abril de 2009

... tenho tudo pra contar e não há tempo...


_ De dizer do post super importante que o Marcelino Freire fez sobre o quão absurdo é o escritor não poder viver de sua arte;

_Sobre a quantas anda meu projeto de pós (lindo_ de cinema e literatura)

_Sobre os surrealismos meus do fim-de-semana passado que darão muito o que escrever...

_Sobre a pauta do meu meio amigo Alan de Faria para a CARTA CAPITAL(que lerei em breve) e como é incrível ver gente batalhadora e apaixonada pelo que faz trabalhando e trabalhando

Tanto, tanto, mas agora que há vontade não há tempo...




Como hoje é dia de preparar o material para enviar à BIBLIOTECA NACIONAL (te falei que as inscrições iam até hoje) e, relendo meus últimos escritos dos dois anos passados, me deparei com a habitué:



QUAL O REAL SIGNIFICADO DAS PALAVRAS?




Como não se trata de uma questão semântica, mas emocional, vou de ADRIANA FALCÃO (que já tive o prazer de entrevistar e sim, é uma graça) e seu delicioso PEQUENO DICIONÁRIO DE PALAVRAS AO VENTO.

AÍ VAI:


Solidão é uma ilha com saudade de barco.

Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.

Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.

Autorização é quando a coisa é tão importante que só dizer "eu deixo" é pouco.
Pouco é menos da metade.

Muito é quando os dedos da mão não são suficientes.

Desespero são dez milhões de fogareiros acesos dentro de sua cabeça.

Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.

Agonia é quando o maestro de você se perde completamente.

Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento.

Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.

Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.

Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.

Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.

Renúncia é um não que não queria ser ele.

Sucesso é quando você faz o que sempre fez só que todo mundo percebe.

Vaidade é um espelho onisciente, onipotente e onipresente.

Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.

Orgulho é uma guarita entre você e o da frente.

Ansiedade é quando sempre faltam 5 minutos para o que quer que seja.

Indiferença é quando os minutos não se interessam por nada em especial.

Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.

Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.

Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.

Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.

Alegria é um bloco de Carnaval que não liga se não é Fevereiro...

Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.

Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.

Decepção é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho.

Desilusão é quando anoitece em você contra a vontade do dia.

Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas, geralmente, não podia.

Perdão é quando o Natal acontece em outra ápoca do ano.

Desculpa é uma frase que pretende ser um beijo.

Excitação é quando os beijos estão desatinados pra sair de sua boca depressa.

Desatino é um desataque de prudência.

Prudência é um buraco de fechadura na porta do tempo.

Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.

Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.

Emoção é um tango que ainda não foi feito.

Ainda é quando a vontade está no meio do caminho.

Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.

Desejo é uma boca com sede.

Paixão é quando apesar da palavra "perigo" o desejo chega e entra.

Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado.
Não. Amor é um exagero... também não.
É um "desadoro"...
Uma batelada?
Um exame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor não sei explicar...