quinta-feira, 9 de agosto de 2007

AMIZADE X POESIA

Esse aí é da Poetisa Angélica Freitas. Tem tudo a ver:

A coisa mais importante que meus amigos poetas argentinos me ensinaram, curiosamente, é que a amizade deve ficar de lado quando o assunto é poesia. nao se pode traduzir alguém só porque é teu amigo. nao se pode convidar alguém para fazer uma leitura porque te parece simpático. a poesia nao deve ser usada para fazer amigos e influenciar pessoas, para isso existe dale carnegy. muito menos para comer pessoas, para isso existem os bares. meus amigos levam poesia tao a sério que me sinto bem em saber, sem que digam ostensivamente, que gostam dos meus poemas. ou nao teriam me convidado para ler, nem teriam me traduzido. ao mesmo tempo, me dao muito carinho e muito mate. por isso estou há um mês na argentina.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

EM TUDO AMAR E SERVIR

Depois de escutar essa música repetidas vezes na minha paróquia, eu me pus a meditar sobre o quanto nós definitivamente NÃO a levamos a sério. Como nós, a raça humana faz tudo, menos AMAR E SERVIR. E como a minha vida, tão ocupada, corrida e preocupada em fazer dar certo, deixa de lado a premissa mínima do Cristianismo: EM TUDO AMAR E SERVIR!
O quão menos nós servimos que amamos, o quão pouco servimos e o quanto é duro, definitivamente dura essa tarefa de passar por cima dos outros para SERVIR.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

DORME POETA
POR: GABI CUZZUOL EM 14/07/2007.

Dorme poeta,
Que enquanto dormes a vida lhe é leve;
As pedras lhe são poucas;
A rota lhe é simples;

Dorme poeta
Que enquanto dormes;
Lhe salvo a vida;
Lhe invento claro;
Lhe “reliberto”;

Dorme poeta,
que enquanto dormes;
lhe vale o sonho;
tens todo o tempo;
lhe “desamarro”;

Dorme poeta;
Que enquanto dormes
Aceitas o peso;
Entregas os pontos;
Deserdas da guerra;

Dorme poeta;
Que enquanto dormes;
Não gritas mais;
E enquanto dormes;
Abandona-te a mim
E renegas voz;
a Esta afronta absurda;
A qual chamas arte de ti

Dome poeta;
Que enquanto dormes;
És menos poeta;
E fica mais fácil
Blindar-te.

DISTANTE

Distante
Por : Gabi Cuzzuol em 12 de julho de 2007.

A milhas do azul insosso de todas as coisas;
Me vejo branca;
Me sinto anônima;
Me faço pública;
Me invento pálida;

A espaços constantes de acordes mudos;
Vivo pseudo;
Presente “particípio”Do lugar comum abstrato